Está na altura de mudar este paradigma. As eleições para as juntas de freguesia deviam centrar-se nas pessoas, não nos partidos. Em vez de votarmos na cor política ou no símbolo partidário, devíamos olhar para os candidatos como indivíduos — avaliar a sua inteligência, a sua capacidade de resolver problemas, a sua ligação real à comunidade e a sua competência para gerir com responsabilidade e visão.
Um candidato independente, sem amarras partidárias, tem maior liberdade para agir em função do que é melhor para a freguesia, e não em função das ordens que vêm “de cima”. Mais do que promessas vagas e slogans de campanha, o que precisamos são de pessoas com provas dadas, com conhecimento local e com espírito de serviço público.
Não se trata de excluir os partidos da vida democrática, mas sim de reconhecer que, ao nível local das freguesias, a qualidade humana e profissional do candidato deve contar mais do que a filiação partidária. É tempo de deixarmos de votar por hábito ou por lealdade a uma sigla, e começarmos a escolher líderes pela sua competência, pela sua sensatez e pelo que realmente podem fazer pelas suas freguesias.
Mudar o paradigma das eleições autárquicas a este nível seria um passo em frente para uma democracia mais madura, mais próxima das pessoas e mais eficaz.

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